SIMPLICIDADE E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO

Conforme estudos da Câmara Municipal do Porto, a paisagem urbana que aqui encontramos possui grande valor estético, o qual testemunha um desenvolvimento urbano que remonta às épocas Romana, Medieval e dos Almadas (século XVIII).

É em meio a este cenário urbano que a população local vive. A preservação do antigo é muito prezada aqui e faz parte das ambições da Câmara Municipal, afinal de contas, Porto é uma das cidades cartão-postal de Portugal, recebendo anualmente milhares de visitantes e turistas. Pra quem não sabe, Porto, segundo a United Nations Educational Scientific and Cultural Organization (UNESCO), faz parte do Patrimônio Mundial da humanidade.

Com isto, a consciência em relação ao impacto da comunicação visual no ambiente urbano é bastante forte. Estabelecimentos comerciais acabam por ter de se adaptar a normas que regem a cidade a fim de manter a unidade visual desta zona, evitar a obstrução de perspectivas panorâmicas e possíveis prejuízos à beleza e/ou ao enquadramento de monumentos nacionais ou de edifícios de interesse público. É o chamado Regulamento de Publicidade, Propaganda Política e Eleitoral e Outras Utilizações do Espaço Público.

Com ele, os comerciantes não detêm total liberdade de criação, ou seja, não podem fazer o que bem entendem em suas fachadas. Todo e qualquer projeto gráfico que se queira afixar no comércio necessita passar por uma inspeção da Câmara Municipal a qual decide se autoriza ou não a sua realização. Além disso, todos os pedidos são taxados, e devem permanecer iguais à data em que foram autorizados, ou seja, caso se queira modificar qualquer detalhe da fachada, uma nova autorização deverá ser cedida, o que implica em novas taxas a serem pagas ao governo.

Há forte preocupação, também, em não sobrepor suportes de fachadas em locais que dificultem a visão de detalhes decorativos dos prédios, como por exemplo cunhais, pilastras, cornijas, desenhos, pinturas, painéis de azulejos, emolduramentos de vãos de portas e janelas, entre outros.

Na Avenida dos Aliados (Foto 1), considerada o coração do Porto, percebe-se claramente estes normas. Lá, encontram-se alguns cafés, restaurantes, lojas e bancos. Apesar de numerosos estabelecimentos, não há a poluição visual e os monumentos e prédios históricos são preservados tal qual sua origem, não sendo obstruída em nenhum momento a visão de seus elementos constituintes.

Na sequência, apresento uma relação de fachadas comerciais (Foto 2 a 6) da avenida para servir de exemplo, e os seus respectivos endereços estão logo abaixo.

Foto 1: Avenida dos Aliados

Foto 2: Unic (loja) – Avenida dos Aliados, 115

Foto 3: Santander Totta (banco) – Avenida dos Aliados, 37

Foto 4: Banif (banco) – Avenida dos Aliados, 101-109

Foto 5: Ford (loja) – Avenida dos Aliados, 145

Foto 6: Guarany (Café e Restaurante) – Avenida dos Aliados, 89

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Comments
One Response to “SIMPLICIDADE E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO”
  1. Excelente publicação! Com essas regras o município mostra o valor de preservação da arquitetura, e consegue manipular a quantidade de anúncios pelas ruas… por isso não vemos tanta poluição visual por aqui como em outras cidades….Além disso fica uma graça as fachadas, pois elas não são tão extravagantes e exageradas.
    Pelotas poderia providenciar algumas regras a respeito disso não é? :)

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